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ana patreca

ARMAZÉM DA PATRECA - zona administrativa

5/2/2007

Um pouco de cultura...

O que significa caralho?                                        O

   Segundo a Academia Portuguesa de Letras, "caralho" é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas e de onde os vigias perscrutavam o horizonte em busca de sinais de terra.

   O caralho, dada a sua situação numa área de muita instabilidade (no alto do mastro), é onde se manifesta com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco.Também era considerado um lugar de "castigo" para aqueles marinheiros que cometiam alguma infracção a bordo. O castigado era enviado para cumprir horas e até dias inteiros no caralho e quando descia, ficava tão enjoado que se mantinha tranquilo por um bom par de dias.
Daí vem a célebre expressão: mandar para o caralho.

Caralho é a palavra que define toda a gama de sentimentos humanos e todos os estados de ânimo.Quantas vezes, ao apreciar uma coisa que é boa ou que te agrade, não exclamaste: isto é do caralho!
 E não há nada que não se possa definir, explicar ou enfatizar sem juntar um caralho.  

A partir deste momento poderemos dizer caralho ou mandar alguém para o caralho com um pouco mais de cultura e autoridade académica.


4/3/2007

Gulosa!

Alguém conhece esta grande pensadora?
5/11/2005

Vai bater àquela porta...

Resposta de Adolfo Luxúria Canibal (vocalista do grupo Mão Morta) à questão levantada sobre os preços serem mais caros em Portugal que no resto da Europa.

"Mas a culpa é só nossa, dos portugueses! Nós é que temos o culto do caro, resquício de um velho complexo de inferioridade e sintoma de povo novo-rico (sim, apesar de tudo, apesar de sermos os mais pobres da UE - pelo menos antes do último alargamento) , o que é certo
é que grande parte - a maioria? - da nossa classe média tem ascendência campesina e há quarenta anos andava de pé descalço).
Nós é que achamos que se não for caro não tem qualidade, envergonhamo-nos de achar caro ou de pedir mais barato, que nos tomem por pelintras... Nós é que temos o culto das marcas, tanto maior quanto mais caras surjam no mercado, culto esse que no estrangeiro está circunscrito aos suburbanos e aos grupos étnicos deixados à margem, como forma de afirmação social. Nós é que criamos a aura dos produtos caros como sinónimo da alto standing, como sinal de pertença a uma élite, como prestígio. E qualquer aprendiz de marketing percebe imediatamente isso, percebe que no mercado português uma marca ou um produto impõe-se pelo preço excessivo, ganha renome não pela qualidade mas pelo preço, com a vantagem dessa estratégia ainda aumentar a margem de mais-valia para o fabricante ou vendedor.
A FNAC é um exemplo, com os discos à venda em Portugal bem mais caros que os mesmos discos à venda em França, na mesma FNAC (e com o mesmo IVA!). Mas o exemplo mais chocante é o da IKEA: para se implantar em Portugal aumentou os preços em relação aos praticados noutros países (onde a sua estratégia de implantação é exactamente a de preços muito baratos para um design moderno) e, ainda tendo a concorrência da Habitat (que em Portugal já praticava preços mais altos do que em França, p.ex.), comprou a Habitat Portugal e baixou-lhe drasticamente os preços, questão de ficar com o prestígio de marca cara, logo apetecível, e mandar a Habitat para o desprestígio de marca popularucha, ao alcance
de qualquer bolsa!... Mas já a Zara não teve que aumentar os preços, pouco depois de abrir as primeiras lojas em Portugal, para se manter concorrencial e apetecível ao público? As máquinas fotográficas não são bem mais baratas nos Office Centers do que nas FNACs e as pessoas não preferem comprar na FNAC, que é mais prestigiante?
Em tempos, numa Francesice para a Antena 3, contei a história da turista portuguesa que entrou numa loja parisiense a perguntar o preço de uma camisola que estava na montra. A empregada disse-lhe o preço e acrescentou, numa honestidade a que nós não estamos habituados, que era cara, que tinha mais barato (pressupondo que para a mesma qualidade ou superior); não é que a portuguesa levou aquilo como um insulto pessoal, como uma insinuação de que não terias posses para comprar a camisola, e desatou aos berros, dizendo que tinha dinheiro para comprar a camisola, as camisolas todas da loja, a própria loja!... É esta a nossa mentalidade, e enquanto continuar a ser continuaremos a levar com os preços mais caros da Europa (para salários três e quatro vezes mais baixos)!"

4/13/2005

Natália Correia e o Sexo

"O acto sexual é para ter filhos - disse, com toda a boçalidade, o deputado do CDS no debate sobre a legalização do aborto.

A resposta em poema, que ontem fazia rir as bancadas parlamentares, veio de Natália Correia e aqui fica:


Poema a João Morgado, deputado do CDS.

Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção
ficou capado o Morgado."

(Diário de Lisboa, 5 de Abril de 1982)

 
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